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Escrito por EMERSON FROSSARD às 16h31
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Violência no Rio - Um tema não sai das principais manchetes
Estou à procura de um novo BloG, já que a UOL fez o favor de tirar todas as funções que facilitavam a vida dos blogueiros... Se alguém souber de algum site que ofereça essas facilidades, me avisem!
Enquanto isso, fiquem com o link da minha nova matéria, publicada no site CMI Brasil
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2005/03/310430.shtml
Escrito por EMERSON FROSSARD NETO às 22h29
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TSUNAMI
Caridade perigosa
Sim, eu contribuí na campanha de reestruturação dos países vítimas do tsunami. Fiz minha parte. Mas será que é só isso? Minha responsabilidade social se resume a um simples depósito na conta da embaixada de um país vitimado por tal desastre? Por que será que a população mundial está cooperando nessa intensidade? Acho perigoso esse movimento em prol de uma única causa. Por anos, se não séculos, a humanidade vem sofrendo nos mais diferentes aspectos e nada foi feito. Talvez porque a miséria do Haiti ou de países da África não sejam sentidas “na pele” como a morte maciça de turistas num desastre ecológico. O uso de cenas chocantes pela mídia contribuiu, é claro, mas ao meu ver o principal motivo de toda essa mobilização foi a identificação do público com as vítimas. Qualquer um poderia estar lá, e todos estavam. Histórias com as mais diversas nacionalidades foram relatadas e repetidas inúmeras vezes pela mídia, fazendo com que as pessoas se colocassem no lugar, sendo assim sensibilizadas e influenciadas a colaborarem.
Enquanto isso, o Brasil aguarda o dinheiro prometido pela ONU para financiar sua missão de paz e estabelecer a ordem no Haiti. Com todas as atenções voltadas para as vítimas do tsunami é improvável que esse dinheiro chegue em nossas mãos. Aliás, é improvável que qualquer dinheiro seja doado a outras instituições que não as ligadas ao tsunami. Esse é o maior perigo! Ajudar na reconstrução desses países não é um favor, mas uma obrigação social. Essas ações deveriam se estender a diversas outras causas durante o ano, como campanhas de combate à fome, miséria, prostituição infantil, preconceito racial, étnico ou orientação sexual etc. Acontecimentos de grande proporção, como esse, têm um papel fundamental para a humanidade, pois nos faz dar conta da unidade humana e cultural no qual estamos inseridos.
Enquanto isso pessoas morrem de fome mundo afora, o Iraque está sendo invadido, e os Estados Unidos continuam fazendo papel de “anjinho protetor da democracia”.
Escrito por EMERSON FROSSARD NETO às 20h42
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Denúncias do "maldito"
Já seria triste assistir uma estória como a do filme "Bicho de sete cabeças", se não fosse revoltante, pois aquelas cenas absurdas realmente aconteceram. Confesso que me emocionei, mas o filme ainda não acabou. Após uma rápida pesquisa na net, descobri alguns dados adicionais, e me dei conta que "o buraco é muito mais embaixo".
Leia aqui uma entrevista realizada em maio de 2003 com Austregésilo Carrano Bueno, cuja história pessoal deu origem ao filme estrelado por Rodrigo Santoro. Ainda não sei como está o andamento dos processos judiciais abordados, mas garanto que divulgo novos detalhes assim que concluir minhas pesquisas.
Escrito por EMERSON FROSSARD NETO às 22h40
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NAVEGANDO NAS NOTÍCIAS (2)
A matéria que abre a coluna, entitulada "2005 é o ano do Brasil na França", saiu na agência Carta Maior no dia 08 de Novembro deste ano, e merece ser destacada devido a grande importância de um convite feito pelo governo francês ao Brasil para participar desse grande evento, levando nossa cultura mundo afora e mudando na medida do possível a concepção tradicional dos estrangeiros - e muitas vezes dos próprios brasileiros - sobre o Brasil. Precisamos de mais iniciativas como essa, inclusive em terras tupiniquins, para tirar de vez o esteriótipo que nos resume a "carnaval e futebol".
A segunda matéria, originalmente publicada no Terra, ao meu ver, não é uma vitória exclusiva da "galera colorida", mas de toda a população brasileira, visto que dogmas religiosos não devem interfirir ou ditar regras no andamento dos processos governamentais. Ao ler sobre esse projeto lembrei-me do episódio que aconteceu nas últimas eleições municipais, onde o então secretário de segurança, e evangélico, Anthony Garotinho "pregava" em cima dos palanques e julgava os concorrentes de seu partido. Tcs, tcs, tcs... Lamentável!
As duas últimas notícias abordadas foram extraidas do site do programa Observatório da Imprensa, e têm um ponto convergente, que é a crítica aos padrões Globo de jornalismo. Não sou a favor de se esconder sob o tapete os problemas da nossa cidade maravilhosa, mas o que me chamou a atenção foi que realmente estamos longe dos maiores índices de criminalidade do resto do país - inclusive de São Paulo. A mídia em geral, e não só a Globo, tende a focar no Rio e "esquece" de falar das outras tão violentas capitais. Com a última matéria, volto ao assunto "Religião no poder". Não preciso falar mais nada! Arghhhh..
(*) ESCUTE AQUI o comentário de Arnaldo Jabor sobre o projeto de cura dos homossexuais.
Escrito por EMERSON FROSSARD NETO às 20h07
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NAVEGANDO NAS NOTÍCIAS
A coluna abaixo nasceu com a intenção de oferecer maior agilidade no acompanhamento de grandes fatos da semana, além de criar um espaço para debatê-los. Este BloG vinha sendo pouco atualizado - em média uma vez por semana - devido ao tempo que necessito para pensar sobre os mais diversos assuntos, pesquisar e desenvolver minhas idéias. Como todos sabem, ainda sou estudante (de jornalismo), e por vezes me encontro atarefado demais com as disciplinas do currículo, e por isso não dou a atenção devida a esse espaço. Mas isso vai ter que mudar! (risos) Até então, só vinham sendo publicadas matérias próprias, e com o maior grau de impessoalidade que me fosse possível. Confesso que também evitava fazer recortes de jornais - como de praxe em diversos blogs - já que minha intenção por aqui era, e continua sendo, me desenvolver jornalisticamente. Outras novidades virão... Espero que gostem!
BOA!!
2005 é o ano do Brasil na França - (...) A diversidade e a modernidade da cultura brasileira poderão ser vistas por franceses e turistas de todo o mundo, entre 22 de março e 15 de dezembro de 2005, no evento que tem como tema Brésil, Brésis - “Brasil, Brasis”. Fruto de um acordo cultural entre os dois países, o evento vai reunir cerca de 400 projetos brasileiros de teatro, cinema, dança, grupos folclóricos, fotografia, gastronomia, esporte, música, artes plásticas, design e literatura na maior manifestação cultural e artística.
Assembléia do Rio veta projeto de "cura" de gays - (...) O projeto, de autoria do deputado pastor Edino Fonseca (PSC), oferecia auxílio psicológico e do Estado às pessoas que voluntariamente optarem pela mudança de sua orientação sexual, da homossexualidade para heterossexualidade. (...) A maior parte dos deputados classificou o texto como inconstitucional e preconceituoso. (...) Ele invade as atribuições do Poder Executivo e, principalmente, tenta legislar sobre a intimidade do cidadão.
TENSO!!
Imagem do Rio de Janeiro - (...) existe uma sórdida e canalha campanha para sujar a imagem do Rio, orquestrada, não se sabe por quem, mas com a "pistolagem" bem aceita e bem executada pela mídia. (...) comparar nos quadros de ocorrência para "taxa por 100.000 habitantes" e se espantar em ver que a cidade do Rio de Janeiro não se coloca como a mais delituosa em nenhuma das modalidades criminosas ali apresentadas (...) Já faz algum tempo que a Globo está transferindo suas unidades para São Paulo. E o melhor que pode acontecer ao Rio de Janeiro é que se mude de uma vez e o esqueça, pois quem odeia tanto uma cidade não pode viver lá.
Jornal Secular ou porta-voz da Santa Sé? - (...) Se o Globo é um veículo da igreja católica, precisa urgentemente, para fazer justiça ao leitor, informar sob o cabeçalho: "Um jornal que defende os valores da Santa Sé". (...) Nem bem entram nas estatísticas da mortalidade feminina, tamanho o abandono a que estão condenadas. É dever do Estado velar por elas. E nossa mídia, por mais elitista que tencione ser, não pode ignorá-las, sob pena de extinção por inutilidade e desserviço.
Escrito por EMERSON FROSSARD NETO às 14h17
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VIDEO
Agora vocês podem conferir o video "sinta o som", produzido e idealizado por meu amigo Luiz Carlos Koch, e roteirizado por quem vos fala, Emerson Frossard Neto. Hehehehe.. Esse video independente, que está concorrendo no XI Festival do minuto da Agência Observatóro e SESC - SP, foi totalmente pensado e discutido via email, msn, entre outras tecnologias que nos ajudou a superar a barreira da distância geográfica - já que o Luca mora em Blumenau, e eu no Rio de Janeiro. Contamos com a participação da figurante Jamile Meneghel e o DJ Kbeça. O video está em baixa qualidade nesse endereço, mas garanto que ficou bem interessante e vale a pena assistir!
Já estamos trabalhando na produção do próximo, e em breve coloco um link aqui pra vocês acompanharem.
Escrito por EMERSON FROSSARD NETO às 15h45
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SOCIEDADE
Causa perdida?
“Eu só peço a Deus um pouco de malandragem, pois sou criança e não conheço a verdade”, já cantava a saudosa Cássia Eller em uma de suas mais famosas canções. O “jeitinho” e a malandragem estão incorporados na nossa sociedade, queiramos ou não. Desde nossa infância fomos acostumados e, de certo modo, incentivados por todos os lados – inclusive por nossos pais - a cometer alguns “pequenos crimes”. Tudo começa na escola, quando favorecemos um amigo com cola durante a prova, ou, ao chegar atrasado e tentar “desenrolar” com o porteiro, e mesmo quando desrespeitamos os professores ou diretores, que são autoridades ali. Afinal, se a escola é um preparatório pra vida, nada mais justo que esteja de acordo com o que vamos ter que encarar dali em diante, não é?
O jovem, muitas vezes, não tem consciência de que está cometendo um crime quando usa uma carteira de identidade falsa para entrar num clube noturno, ou quando falsifica a assinatura de seu pai no boletim da escola. Furar fila, falsificar documentos, subornar o guarda, fazer uso de drogas ilícitas, sonegar impostos, mentir em prol de pessoas queridas ou criar um falso boato são pequenos delitos, mas que a um longo prazo podem tirar a referência do certo e errado, e fazer com que não nos sintamos mais culpados diante de situações mais complexas. Dá-se conotação de naturalidade ao que não deveria ter, e ainda zombam dos “tolos” que não usam esses artifícios em benefício próprio. Está ocorrendo uma preocupante troca de valores! 
A impunidade, objeto tão debatido pelas autoridades, pode ser a agravante dessa situação. É certo que nossa justiça, com toda sua morosidade e ineficiência, não ajuda a repreender esse tipo de comportamento, mas teimo em afirmar que a raiz de todo esse problema está dentro de nossa própria casa. Fomos acostumados a nos livrar das conseqüências de nossos atos e resolver nossos problemas através do tradicional “jeitinho brasileiro”. Está arraigado em nossa cultura! Reclama-se do político que contrata seus familiares para cargos públicos e de seus projetos de aumento do próprio salário, mas infelizmente, isso é só um reflexo da essência de nossa sociedade. Existe sempre um discurso politicamente correto para explicar essas irregularidades. Eles fingem que falam a verdade e a gente finge que acredita.
Já dizia, o então presidente francês, Charles de Gaulle, em 1965: "Este não é um país sério". Pode ser desconfortante ouvir isso de um estrangeiro dentro de nossa própria casa, mas deixando o patriotismo de lado por instantes, é compreensível que um cidadão de origem européia - onde a lei existe em função do interesse público - estranhe nossa realidade. Como entender as leis que “pegam ou não pegam”? No chamado primeiro mundo, se um projeto de lei não corresponde aos ideais de seu povo, ele simplesmente é descartado. Enquanto isso, temos auto-estradas brasileiras com limites de velocidade próximos a 50km/h; restaurantes proibidos de doarem os alimentos excedentes (não utilizados); sobrecarga de impostos - que são sonegados pelos contribuintes -, entre muitos outros absurdos. Como obedecer a regras tão distantes da necessidade de nosso povo e difíceis de serem aplicadas? Pra que e pra quem existem essas leis?
Escrito por EMERSON FROSSARD NETO às 12h16
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COMPORTAMENTO
A música como reflexo da identidade jovem
Não existe um consenso sobre a origem exata da música ou como esta passou a fazer parte da vida humana, mas especialistas afirmam que ela nasceu com o homem como conseqüência do ritmo. Vestígios da pré-história indicam que os homens daquela época já organizavam rituais acompanhados de música e dança, para atrair os deuses bons e afastar os maus – aliás, ainda o fazem em tribos na África e na Amazônia.
Se analisarmos a música durante a história humana, iremos perceber que ela pode servir como um reflexo da sociedade e de seu tempo. Na Antiguidade, o dom musical era visto como uma dádiva de Deus, fazendo com que os músicos, invariavelmente louvassem-no em suas obras. Assim como foram acontecendo mudanças nos mais diversos âmbitos da sociedade, com o passar do tempo, no campo musical não poderia ser diferente. Este passou por inúmeras etapas e adaptações até chegar ao estágio atual, onde pode ser definido como uma mistura complexa de várias tendências. Enquanto a música nos períodos anteriores (Medieval, Renascentista, Barroca, Clássica etc) podia ser identificada como um estilo compartilhado por todos os membros da sociedade, foi a partir do século XX que ela começou a se ramificar entre os diversos segmentos e grupos da sociedade.
Atualmente a música está presente em todos os lugares e a todo instante, convivendo em harmonia os mais diversos ritmos e estilos sonoros. Ela está integrada nos mais diversos campos sociais, e pode ter as mais diversas funções, como: auxiliar igrejas a difundir suas pregações, embalar nossas noites em clubes noturnos, servir como plano de fundo nos elevadores, supermercados estando presente até no tempo de espera em nossas ligações telefônicas. Ela pode ter desde o simples intuito de criar uma atmosfera agradável até a intenção clara de influenciar comportamentos, ou exaltar ideologias revolucionárias – sendo a última o tema principal desta análise.
Analisando sob a ótica brasileira, percebemos alguns acontecimentos pertinentes de serem analisados. A começar pelos anos 60, que vivendo sob a ameaça de um meio dominado pelas posições nacionalistas de esquerda, e frente à repressão da ditadura militar, emergiu um movimento libertário chamado Tropicalismo; que na tentativa de romper com os dogmas da época, sacudiu o ambiente da música popular brasileira. Com seu sincretismo, misturou estilos da tradição com da vanguarda, introduziu o rock e a guitarra elétrica – até então execrados por uma leva de músicos conservadores, compôs um quadro crítico e complexo do país, e instaurou procedimentos e questões até então associados ao campo erudito. O Tropicalismo revolucionou não só a música e a política da época, mas também a moral e o comportamento. Nos anos 80 não foi diferente. Em meio a uma severa ditadura que perpetuava desde o golpe de 64, o Rock nacional veio mostrar sua rebeldia e o desejo de mudança, num período complicado e de grandes transformações políticas. Multiplicavam-se as bandas de rock, com seus nomes peculiares, numa velocidade surpreendente. Em ambos casos, percebemos os jovens engajados na luta a favor de seus ideais. 
Nos tempos atuais, com o neoliberalismo do Estado a todo vapor e a super valorização do indivíduo em detrimento ao coletivo, as músicas, em sua grande maioria, não têm comprometimento algum com revoluções ideológicas ou políticas, mas única e exclusivamente com o indivíduo. As canções, antes envoltas num romantismo sonhador, agora são recheadas de agressividade, enaltecendo, não mais a fantasia de encontrar um amor eterno, ou a infelicidade da vida pós-término de romance - como de praxe nos áureos da bossa nova - mas a realização e a felicidade individual. Cantoras como: Cássia Eller, Ana Carolina, Isabella Taviani e Zélia Duncan ilustram bem tal tendência.
É um reflexo da pós-modernidade, que dá as caras também no campo musical, derrubando antigos conceitos e introduzindo novas tendências, inclusive no arranjo, que no advento da tecnologia se rende às ondas eletrônicas. O mercado percebeu que, o jovem, em especial, está a cada dia mais ávido por novidades, e as grandes gravadoras não estavam preparadas para suprir essa demanda. Ressurgem, assim, as bandas de rock consagradas nos anos 80 – até então esquecidas, dá-se nova roupagem a antigos sucessos da mpb e da bossa nova – introduzindo-as no contexto eletrônico, e abre-se espaço para novos talentos. Estamos vivendo a efervescência da harmonia entre o antigo e o novo, onde uma nova leva de artistas independentes está encontrando seu espaço frente ao massificado e uniformizado modelo vigente até então. Mas engana-se quem concluir que finalmente chegamos num estágio de plena e total democracia musical, já que para atingirem seus objetivos, os músicos precisam mostrar novidades consistentes em seus trabalhos, ou seja, trazer algum tipo de inovação ao modelo atual. Nesse contexto enquadram-se: Fernanda Porto, Nando Reis, Zeca Baleiro, Pitty, Os Tribalistas, Bossacucanova, entre muitos outros.
Percebe-se que a música vem acompanhando a evolução da sociedade, adaptando-se às ideologias de seu tempo e sendo identificada por seu público, e vale salientar que temos que repensar a teoria que põe a música como a grande influenciadora de comportamentos entre os jovens. Pelo contrário, ela é uma resposta ao contexto que envolve seu cotidiano, suas crenças e ideologias, enfim, de sua realidade.
Escrito por EMERSON FROSSARD NETO às 19h23
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RESPOSTA
Olha isso!!
Em resposta ao artigo publicado pelo Diogo Mainardi, na edição da revista Veja de 17 de novembro de 2004 (edição atual), entitulada "A invenção do brasileiro", venho manifestar minha opinião contrária às suas concepções. O governo Vargas não criou uma falsa cultura brasileira, e sim evidenciou alguns aspectos culturais já existentes de uma parcela da sociedade, dando-lhes conotação generalista, no intuito de criar uma unidade nacional - fator positivo para o amadurecimento do patriotismo num país, até então sem grandes laços de identificações.
Pessoas notáveis citadas na matéria, como: Gilberto Freyre, Oscar Niemeyer, Vinicius de Moraes e Carmem Miranda estão sendo menosprezadas, tendo em vista suas histórias individuais e importantes participações na História de nosso país. Realmente não temos uma cultura hegemônica, digna de abranger a diversidade e etnicidade de nossa gente, mas esse deve ser considerado um fator positivo. Num país de dimensão continental como o nosso, é esperado e digno termos espaço para as mais diversas manifestações culturais conviverem em harmonia. Desistir de ser brasileiro? NUNCA!!
Escrito por EMERSON FROSSARD NETO às 14h44
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ENTREVISTA
Wilson Medeiros de Moura
Instituto Budista Mahayana
Pra começar, como o senhor definiria o Budismo? É uma religião?
Wilson: O Budismo é uma filosofia de vida. Se pudéssemos traduzir em poucas palavras, diríamos que o Budismo é uma forma de você assumir um compromisso com todas as coisas boas e as coisas ruins que acontecem a partir da compreensão das leis da natureza e da compreensão de quem você “está” e quem você é, passando a ter uma nova postura perante a vida. Nós passamos a compreender tudo o que acontece conosco e ao redor de uma outra forma. Buda não criou o Budismo. Foram os seres humanos com a sua ignorância que gostam de criar coisas para puxar para o seu grupo. Quando eu me libertar, eu já usei o budismo. É um remédio que eu tomo pra me libertar do sofrimento
É usado algum livro sagrado como a Bíblia cristã?
Wilson: Após a morte do Buda, aquelas pessoas que escutaram seus ensinamentos foram se reunindo com o passar do tempo, e uns 400 anos depois, fizeram um documento que se chama: “O Cânone de Pali”. É como se fosse uma bíblia budista, onde estão contidos os sutras, os ensinamentos budistas...
Existe um Deus supremo?
Wilson: O mestre iluminado é aquele que alcançou a luz. Ele vai te mostrar que cada um tem todo o potencial para ser um Deus iluminado. No budismo não existe um criador Deus. Existem deuses em potencial que ao perceberem a sua verdadeira luz podem perfeitamente se tornar um Deus. Nós temos todo o potencial para sermos livres porque de fato nós vivemos numa jaula que não tem porta. Vivemos aprisionados mentalmente. É o que o budismo nos ensina. Essa jaula não está trancada. Nós sofremos pela nossa própria incapacidade de perceber esse processo de sofrimento. Não há hierarquia porque todos nós somos Budas, todos nós somos luz.
Como se encara a morte no Budismo?
Wilson: A mente é a nossa essência e ela está se manifestando nessa vida numa pessoa determinada, e ela morre. Não a mente, pois ela é luz. Como ela continua burra, a mente vai buscar um novo corpo. Ela pode voltar como qualquer corpo, vai depender do seu grau de inteligência e do seu grau de ignorância. Vai depender das suas ações. Ser humano é uma conseqüência virtuosa, é a conseqüência mais virtuosa de seres encarnados. É o melhor corpo, mas você precisa saber conduzi-lo.
Então não existe a noção de céu e inferno?
Wilson: Não existe essa questão de pagar ou não pagar por algo. Você vai gerar uma conseqüência pelo que você causou, mas não se sabe quando e quanto tempo vai levar. E nem o tamanho dela! Pode ser hoje ou daqui há dez vidas. Uma ação virtuosa gera uma conseqüência virtuosa. Mas uma seqüência de ações não virtuosas, essa força pode contemplar uma ação virtuosa. Ao cometer uma ação não virtuosa violenta, se na mesma hora você se conscientiza que cometeu ação muito grave, você reverte e muito o poder dessa conseqüência.Tudo depende da intenção.
Quantos são os Budas? Eles são venerados?
Wilson: Existem mais de mil Budas e cada um tem um significado, uma virtude. É escolhida uma virtude mais desenvolvida e simbolicamente atribuída a ele. São idolatrados, mas não são separados de nós, como algo inalcançável. Todos nós também podemos chegar ao estado de Buda. Um processo doloroso, mas possível. Se colocar de frente pra dor você se livra dela, enquanto não encarar a sua própria ignorância você nunca vai se livrar dela. Somos Budas por natureza. Apenas no momento não conseguimos nos enxergar como tal, pois temos um grau de agitação mental e não treinamos para enxergar que o Buda está conosco
O que se espera com a meditação? Qual é o papel do instrutor pra essa prática?
Wilson: O Budismo tibetano tem muitos ensinamentos e cada um exige uma reunião para se iniciar uma prática. A pessoa recebe o ensinamento em uma reunião, e a meditação vai servir pra contemplar, refletir sobre o que escutou. Na meditação nós precisamos de um instrutor pra dizer o que está sendo refletido e as aflições que surgiram durante a prática. Quando começamos a nos deparar com a nossa própria ignorância isso parece um monstro. Se não tiver uma base, uma pessoa do seu lado para te dar um apoio, que é o mestre, você pode se assustar com você mesmo e se afastar, voltar para a televisão que é muito mais fácil, onde não precisamos pensar.
Escrito por EMERSON FROSSARD NETO às 17h30
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ELEIÇÕES NOS EUA
Mais um mandato...
Foi num clima de frustração e temor que o mundo recebeu nesta quarta-feira a notícia da reeleição do atual presidente americano George W. Bush. Acreditava-se numa ligeira vantagem do senador democrata John Kerry sobre Bush na contagem total dos votos, mas isso não ocorreu. Os Estados Unidos demonstraram mais uma vez que não se importam com a opinião mundial, que era claramente a favor do senador Kerry, e os cidadãos americanos compareceram em massa às urnas para dar seu apoio à política atual de seu país.
Alguns especialistas atribuem essa vitória à manipulação das informações sobre a invasão do Iraque pelas redes americanas de notícia, sempre com visões distorcidas e fatos relevantes acobertados. Outros entendem que a sociedade realmente aprova a “guerra ao terror” e julgam o presidente Bush como o homem mais apropriado para defender o país.
O que importa é que, mesmo com um sistema eleitoral antiquado e de eficiência duvidosa como o americano, os Estados Unidos reverteram o quadro de desconfiança que rondava as eleições presidenciais de 2000, onde foram levantadas questões sobre a eficiência do sistema de apuração de votos americano.
Vamos ter que engolir! Dessa vez, Bush não tem que se preocupar em agradar os eleitores, pois não pode se reeleger na próxima eleição. Portanto é de se esperar que ele tenha atitudes mais firmes e concretas nesse mandato. Se outros países vão continuar sendo invadidos sem o aval da ONU, e com explicações estapafúrdias sobre sua real finalidade, ninguém pode dizer. Infelizmente não podemos decidir sobre “assuntos internos” da maior potência mundial.
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Folha de São Paulo
Conservadorismo americano reelege Bush e ajuda Lula
Confira mapa da apuração nos Estados norte-americanos
BBC Brasil
Entenda como funciona a eleição nos Estados Unidos
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Escrito por EMERSON FROSSARD NETO às 10h24
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SOCIEDADE
Eterno enquanto dure!
Se por volta do ano de 1950 chegava ao fim o período moderno e se iniciava o pós-moderno, é totalmente compreensível e aceitável que a atual geração entre tanto em conflito com as anteriores. Nós não somos simplesmente de épocas distintas, mas de períodos diferentes! Não dá um certo alívio saber disso?!
Nossos pais foram educados por pessoas completamenteinseridas no contexto modernista, onde a característica predominante era a convicção de que estava por vir um futuro promissor. Acreditava-se incondicionalmente nisso. Este período se diferenciava dos anteriores devido às rápidas mudanças que vinham acontecendo. A razão iluminista e a tecnologia organizaram e guiaram o rumo dessa sociedade, enquanto o indivíduo era reconhecido como o grande ator social, e nele depositadas a esperança de um mundo melhor. Mas a “luz no fim do túnel”, na verdade, era uma locomotiva que vinha de encontro a eles. Todas as esperanças naufragaram, dando início a uma nova era, a pós-moderna.
O homem pós-moderno não se preocupa com o futuro, mas está antenado com o presente.Vive-se o excesso, o imediato, o aqui e o agora. Perdeu-se o sentido aquela velha caderneta de poupança ou mesmo a crença de encontrar um amor eterno. Assim como aquela figura do funcionário fiel e dedicado, que vai escalando degraus por anos numa empresa até chegar ao cargo de diretor, já não faz parte das expectativas do homem pós-moderno. 
Neste novo contexto os valores são outros, se comparados aos de nossos pais ou avós. O conceito de “amor eterno” foi substituído pelo “que seja eterno enquanto dure”, e a única prerrogativa de continuidade na união de um casal é o instável sentimento do amor, e não mais a preocupação de perpetuar um casamento como uma obrigação social. Este só se prolongará enquanto a vontade for compartilhada pelas duas partes.
Outras características presentes nesse novo contexto também são válidas serem mencionadas, como: a maior preocupação na qualidade de vida da sociedade, a incursão dos discursos politicamente corretos, a incorporação das diferenças, a anunciação do fim dos preconceitos, a noção de direitos iguais entre os sexos etc.
O ponto em questão não é fazer um julgamento de valores ou tentar compreender se estamos mesmo no caminho ideal. Temos é que nos acostumar com essa nova realidade para lidarmos na melhor maneira possível, ou se for o caso, lutar para sua desconstrução. É um novo tempo! Mas, o que vem agora?
Escrito por EMERSON FROSSARD NETO às 11h39
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POLÊMICA
Conselho de jornalismo: Ter ou não ter?
Está em discussão no congresso um projeto de criação do conselho de jornalismo, enviado pelo presidente Lula, e de iniciativa da Fenaj (Federação Nacional de Jornalistas), onde os profissionais ficariam sujeitos às regras e diretrizes do mesmo, para com isso, “fiscalizar” o conteúdo a ser publicado. Os meios de comunicação perderiam o direito de decidir o que deve e o que não deve ser divulgado, transferindo-o à uma autarquia que visa respeitar o “interesse público” e “à luz da ética”, com poderes, inclusive, de cassar o exercício da profissão dos que desobedecerem às normas impostas.
Seria então uma volta à ditadura? O presidente Lula diz que não: "Isso não voltará a ocorrer no País, e muito menos de forma dissimulada. Não do que depender da minha vontade". Mas essa não é a opinião do empresário Mesquita Neto, que presidiu a ANJ (Associação Nacional de Jornais), que representa 90% dos jornais de circulação diária do País. Ele diz ser "impossível falar em liberdade" e ao mesmo tempo discutir a regulamentação do Conselho. Lembrem-se do caso do jornalista expulso do país depois de escrever uma matéria "ofensiva" ao presidente; e da atual cobertura da chamada "guerra contra o terrorismo", visivelmente sob a ótica imperialista americana. Não seria mais apropriado o uso do termo "Invasão do Iraque"?
Entretanto, essa “liberdade de expressão”, tão defendida pelos donos dos meios e seus representantes, levanta uma questão: liberdade de quem e para quem? Sim, porque os jornalistas escrevem e tratam a notícia a partir de uma pauta previamente definida, vinculada aos compromissos econômicos, sociais, culturais, políticos e ideológicos dos donos dos meios. Não estariam estes se precipitando ao levantar-se contra todo e qualquer debate sobre o tema? Não estariam camuflados em seus discursos vorazes e “donos da verdade” um certo interesse em deixar tudo como está? Afinal, o que seria pior? Uma dependência ou interferência do governo ou uma dependência e interferência econômica de grandes e poderosas corporações ou famílias brasileiras que controlam a mídia jornalística?
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COMENTÁRIO DA JORNALISTA LILIAN WITTE FIBE NUMA ENTREVISTA RECENTE SOBRE O CONSELHO
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Vejo o CFJ com tédio, viu Alfredo? Tenho dito que, se eu pudesse, ergueria uma estátua para o Hélio Beltrão, nosso ministro da desburocratização. Por favor, vamos desburocratizar o Brasil, e não o contrário. O CFJ seria mais um órgão, mais uma burocracia. O jornalista precisa, sim, ser responsabilizado pelo que apurou, escreveu e publicou. Mas no fórum adequado, que é o poder judiciário. Vamos fazer de uma vez a reforma do judiciário e deixar de lado esses acessórios, que de nada vão resolver nossos problemas, puxa. Quanto ao diploma, eu gostaria muito de ser a favor, mas tendo feito faculdade para poder trabalhar, como eu fiz, e vendo como estão as faculdades hoje em dia, não há como defendê-lo em nome do exercício responsável da profissão. Ah, mas não mesmo.
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COMENTÁRIO DO JORNALISTA EDUARDO RIBEIRO NUMA ENTREVISTA RECENTE SOBRE O CONSELHO
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Dagma, eu acho que houve uma sucessão de erros nessa iniciativa, mas a iniciativa, em si, é positiva. Penso que precisamos defender até a morte a liberdade de imprensa, a democracia, a Constituição, mas, como jornalistas, precisamos, sobretudo, defender os bons jornalistas e o bom jornalismo dos maus jornalistas e do mau jornalismo. O que, no fundo, teremos a perder com isso? Absolutamente nada. E essa história de que esse Conselho seria a reedição da censura é uma balela. Se o texto está ruim, muda-se o texto. Como jornalistas temos um compromisso maior com a sociedade. E é isso que defendo, ao defender a criação de um fórum específico, tenha o nome que tiver.
Escrito por EMERSON FROSSARD NETO às 16h46
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COMPORTAMENTO
Jovens on-line
Que os jovens são dinâmicos e ávidos por novidades, todos já sabem. Que para eles, encontros sociais, tais como: churrascos, festas, reuniões etc são prioridades sobre todo e qualquer tipo de compromisso, também já é de senso comum. Então como explicar o tempo que estes vêm passando “online”, trancados em seus quartos, e isolados da “sociedade real”?
Pra começar, eles não estão isolados, e muito menos deixaram de lado os encontros sociais. A Internet vem sendo usada como uma extensão dos laços de amizades reais, quebrando-se as barreiras geográficas, temporais e sociais. Com ela, é possível estar em contato com seus amigos o tempo todo, não importando onde eles estejam, ou o que estão fazendo. Basta estarem “on-line”!
Inúmeras matérias vêm sendo publicadas para explicar, principalmente, o fenômeno ORKUT, onde dos atuais 800.000 usuários, quase metade deles são brasileiros - conforme matéria da Folha de São Paulo do dia 18/07/2004. O site funciona como um clube fechado, onde só se pode ingressar se convidado, e não tem uma finalidade clara. Segundo o site, o objetivo principal do ORKUT é criar um espaço on-line em que as pessoas possam ampliar seu círculo de relacionamentos e conhecer pessoas que compartilhem os mesmos interesses. Para os iniciantes pode funcionar como uma maneira divertida de conhecer pessoas, ou simplesmente bisbilhotar o círculo de amizades e vida alheia, mas para os mais aficionados o quadro muda de figura. Assim como acontece no FOTOLOG, este pode funcionar como um meio de auto-promoção e ascensão social, já que o que importa é ter uma vasta lista de “amigos” e um número considerável de visitas diárias.
A idéia original do FOTOLOG é a de facilitar a vida do blogueiro, que com muito menos blábláblá consegue expor suas fotos, deixar uns dizeres e receber comentários de outros usuários, mas na prática tudo funciona como um grande jogo de interesses; onde a intenção final é receber um grande número de visitas, ser adicionado pelo maior número possível de pessoas e receber comentários, muitos comentários! Pra que isso aconteça, é provável que o usuário passe por inúmeros constrangimentos, tais como: pessoas que você nunca viu na vida pedindo pra serem adicionadas à sua lista, pedidos quase que histéricos no seu “guestbook” para que você as visite etc.
A Internet em si não é boa ou ruim. O que deve ser avaliado é o uso que vêm se fazendo dela nesse atual contexto. Ela não muda comportamentos, mas os acentua. Para pessoas tímidas e com dificuldade em criar novas amizades, por exemplo, a situação não será diferente no mundo virtual! Cabe a cada um saber usá-la da melhor maneira.
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Folha de São Paulo
Orkut de A a Z
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Escrito por EMERSON FROSSARD NETO às 16h24
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